THOR
CRUZADOR OCEÂNICO
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  Mai/2009
   
 
PLANO BRASIL
AUTOR : EDILSON MOURA PINTO

O navio em questão teria 150 m de comprimento 25 de largura e deslocaria 7.200 toneladas, em consonância com as crescentes ameaças, este navio deveria ter sua velocidade acrescida em relação aos atuais navios destinados a este fim e para tanto, deveria ser capaz de atingir uma velocidade máxima de pelo menos 75 km/h.

A ideia é desenvolver uma plataforma perfeitamente ajustável e adaptável as necessidades momentâneas, para isto seus sistemas eletrônicos seriam padronizados a toda a força, sendo que os sistemas de armas seriam concebidos de forma modular de tal maneira que seriam ajustados de acordo com as necessidades.
Seria construído em sistema modular, aplicando ao máximo os materiais compostos; sua estrutura e desenho seriam concebidos de forma a propiciar maiores confortos a tripulação, facilitar manutenções ou mesmo troca de módulos danificados ou obsoletos.
O emprego de novos materiais tais como resinas poliuretanas, fibras de carbono, cerâmicas especiais e policarbonato, substituiriam tal como na indústria civil, as tradicionais peças de aço naval, reduzindo o peso do navio, aumentando suas resistências mecânica e à corrosão bem como os intervalos necessários para as manutenções periódicas e ainda diminuindo sua assinatura Infra Vermelho IR e ao RADAR.

Da ponte de comando da nave ficaria situado o centro responsável pela navegação do navio juntamente com a torre de comando posicionada à meia nau, de onde se coordenariam as operações aéreas e de lançamento de armas. A vela posicionada no centro do navio abrigaria os sistemas de radares e telecomunicações.
O comando da nau estaria conectado via satélite aos Centros Integrados de Comando das Forças Armadas (CICFA) e ao centro de coordenação de operações das Forças Navais, o que permitiria a essas naves coordenarem operações de ataque de grupos de batalha, guerra e bloqueios navais.


O navio abrigaria ainda uma central de comando para aeronaves não-tripuladas de onde, a partir dos seus seis módulos de comando, poderiam ser coordenados os VANT-C.
Esta central seria interligada aos demais centrais de comando dos VANT-C e aeronaves D-224, o que conferiria uma operacionalidade ainda mais eficiente pois permitiria o aumento do alcance de atuação das aeronaves não tripuladas.


Devido à extensa automação dos sistemas os Cruzadores Oceânicos do projeto THOR operariam com tripulações extremamente reduzidas comparativamente aos navios atuais.
Em condições padrão, estes navios operariam com uma tripulação composta por somente 72 tripulantes, e a estes adicionaria-se os 16 integrantes da componente aérea embarcada. Poderiam ainda receber um grupamento de até 36 fuzileiros ou ainda 48 resgatados.

SISTEMAS DE PROPULSÃO
O navio seria concebido para deslocar 7.200 toneladas, a uma velocidade de 75 km/h. Para tanto, utilizaria um sistema híbrido de propulsão baseado em um sistema composto por turbinas a gás desenvolvidas a partir de motores aeronáuticos GEnx da General Electric adotados no projeto ATLAS para o C-224, modificados e produzidos nacionalmente.


O navio se deslocaria a distâncias de 36.000 km, utilizando uma planta propulsora tal como as propostas no programa DDG-1000, a qual emprega motores elétricos fazendo uso da geração de energia elétrica produzidas pelas turbinas a gás, que nada mais são que um sistema de geração termo elétricas que alimentam motoreselétricos mais silenciosos e fiáveis.

Este tipo de propulsão, vem recentemente sendo adotada como base nos novos projetos de navios de guerra, isto graças principalmente ao desenvolvimento de novos materiais condutores e supercondutores os quais tem permitido menores dissipações de energia e maiores eficiências funcionais.

Outro ponto que tem evoluído recentemente é o das baterias de íons metálicos como o lítio, o qual tem conseguido reduzir o peso dos conjuntos de baterias, apresentando ainda uma maior capacidade de armazenamento, maior vida útil e melhores eficiências.

Todos estes fatores em conjunto tem vindo a colaborar para o desenvolvimento de novos motores elétricos, menores mais leves, menos consumistas, mais silenciosos e com maior autonomia, parâmetros os quais o tornam elegível ao uso e aplicação nos meios navais.

Por isso os departamentos de projeto de novas embarcações para a marinha do Brasil devem estar atentos ao desenvolvimento, e incorporações destas tecnologias aos futuros meios navais a serem desenvolvidos.

A adoção de novas tecnologias e sistemas tem de ser a premissa básica de quaisquer projetos a serem desenvolvidos e neste âmbito a avaliação da viabilidade de supressão do tradicional leme de direção encontrado em praticamente todas as embarcações e sua substituição por um sistema de propulsão azimutal ou AZIPOD, que, em outras palavras, nada mais é do que um sistema de propulsão direcionada.

Para tal, seria desenvolvido um sistema composto por duas hélices posicionadas em ambas as extremidades do eixo principal, o qual seria conectado a um módulo sustentador e que lhe permitiria girar a 360º, quando necessário.

Essa tecnologia é hoje aplicada a grandes cargueiros e quebra-gelos que circulam no Mar do Norte, especialmente em portos extremamente congestionados, rios ou baías congeladas. O fato é que esse sistema tem se mostrado bastante promissor por permitir a tais navios um alto grau de manobrabilidade permitindo atracamentos mais seguros em regiões com menores raios de curvatura especialmente em regiões rasas ou recheadas de detritos, gelo ou destroços de navios.

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