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CLASSE "COLOSSUS" |
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Para atender aos requisitos de rapidez de construção, várias especificações técnicas peculiares a navios-aeródromo de esquadra foram sacrificadas, tendo a classe Colossus sido projetada com técnicas comuns às aplicadas em navios mercantes, bem menos exigentes, tornando possível deste modo a sua construção por estaleiros desprovidos de experiência na construção de navios de grande porte. Esses navios eram completamente desprotegidos no que tange à blindagem; entretanto, possuíam razoável compartimentação e eram capazes de desenvolver, carregados, a velocidade máxima de 23 nós. O hangar, servido por dois elevadores centrais, era adequado para acomodar as mais modernas aeronaves de projeto norte-americano da época.
Apesar do empenho dos estaleiros ingleses na construção destes navios, nenhum deles foi completado em tempo para emprego operacional na Segunda Guerra. |
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O PÓS-GUERRA
Com o fim do conflito, a Royal Navy viu-se numa situação de custos operacionais proibitivos, e a saída para o problema foi reduzir a quantidade de unidades operativas, considerada excessiva na ocasião. Desta forma, a maior parte dos navios-aeródromo foi colocada na reserva e alguns foram emprestados; anos depois, iniciou-se uma verdadeira "liquidação" destes. O Colossus foi transferido por empréstimo para a França em 1946, onde foi batizado Arromanches. Participou ativamente das operações na Indochina no final da década de quarenta, e em 1951 foi adquirido definitivamente. Em 1957 passou por uma remodelação, recebendo diversas melhorias, como convés em ângulo e novos equipamentos eletrónicos. Operou até o início dos anos setenta como navio-aeródromo de treinamento e porta-helicópteros. O HMS Venerable foi vendido à Holanda em 1948, sendo rebatizado Karel Doorman. Remodelado entre 1955-58, recebeu convés em ângulo e nova superestrutura. |
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Este navlo foi revendido à Argentina em 1968, onde opera até hoje com o nome de Veinticinco de Mayo. Atualmente passa por nova modernização para operar de forma eficiente pelo menos até o final do século - podendo inclusive empregar sem restrições aeronaves Super Etendard.
O Warrior serviu na Royal Canadian Navy entre 1946-48. Foi utilizado como navio-aeródromo de treinamento pela Royal Navy, sendo vendido à Argentina em 1958, onde recebeu o nome de Independencia. No início da década de setenta foi definitivamente desativado. Apenas quatro unidades da classe Colossus foram mantidas pela Royal Navy como navios-aeródromo de esquadra após a guerra: Glory, Ocean, Theseus e Triumph. Participaram de ações na Guerra da Coréia e na campanha de Suez, sendo finalmente desativados em 1960-61, à exceção do Triumph, que foi convertido em navio-oficina em 1964. Os navios-aeródromo Perseus e Pioneer foram completados como navios de manutenção de aeronaves. |
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O HMS Vengeance foi emprestado à Royal Australian Navy entre 1952 e 1955, e retornando à Inglaterra foi para a reserva. Em dezembro de 1956 foi adquirido pelo Brasil por 3,2 miIhões de libras.
O MINAS GERAIS Após a aquisição do Vengeance pelo Brasil, vários estaleiros apresentaram propostas para a modernização do navio, tendo a Verolme holandesa sido a vencedora, iniciando os trabalhos em 17 de julho de 1957. A remodelação efetuada foi uma das mais completas já realizadas num navio-aeródromo leve. A ilha foi completamente reconstruída, novos elevadores foram instalados, grande parte do armamento antiaéreo original foi removido e introduziu-se uma grande extensão no convés de vôo a bombordo para acomodar a nova pista de pouso em ângulo, que foi reforçada e dotada de cabos de retenção para permitir o pouso de aeronaves de até 30.000 libras de peso, à velocidade de 60 nós. |
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0 antigo sistema elétrico de bordo, de corrente contínua, foj inteiramente substituído por um novo sistema de geração de energia de corrente alternada, compatível com os radares e sistemas de guerra eletrônica instalados, de origem norte-americana. As caldeiras foram retubuladas para permitirem uma maior capacidade de produção de vapor, necessária para a operação contínua da catapulta. O custo da reforma do "Minas" atingiu 9,65 milhões de libras esterlinas.
AS PRIMEIRAS PROVAS DE MAR Em 18 de outubro de 1960 tiveram início as provas de vôo ao largo da Inglaterra, quando foram realizadas operações de pouso e decolagem com aeronaves do Esquadrão 700 da Royal Navy. Foram feitos 27 lançamentos de aviões turboélice Gannet e 34 com jatos Seahawk. Após as provas, os observadores britânicos ressaltaram as qualidades do navio. considerando-o como um dos mais bem equipados navios-aeródromo do mundo, apesar de seu tamanho. |
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Foram doados pela U.S. Navy três aviões Avenger que foram utilizados para treinamento de movimentação a bordo, como alinhamento na catapulta, hangaragem. etc., sendo que um deles caiu ao mar durante a viagem do navio para o Brasil. Antes de serem incorporadas à Marinha do Brasil. duas dessas aeronaves estavam em uso na aviação naval holandesa e uma na francesa.
EM OPERAÇÃO A entrada em serviço do "Minas" causou um acirramento nas relações entre a MB e a FAB, pois havia divergências sobre uma questão fundamental: quem operaria os aviões embarcados? |
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Somente no governo do Presidente Castelo Branco foi resolvido o empasse, determinando que as aeronaves de asa fixa seriam operadas pela FAB, enquanto a MB operaria os helicópteros.
A partir de 1965 o lo. Grupo de Aviação Embarcada da FAB, que até então só operara com base em terra começou a voar também a partir do "Minas", com aviões anti-submarino Grumman S-2A Tracker, designados P-16A. A Marinha cedeu seus aviões P-3 Pilatus e T-28 Trojan para a FAB, que em troca passou àquela seus helicópteros Sikorsky SH-34J, que vieram a integrar o lo. Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1) da Aviação Naval. O "Minas" tem operado desde então como navio-aeródromo de guerra anti-submarino, e para tal missão tem sido constantemente reforçado, com aeronaves mais modernas. Nos anos setenta a FAB adquiriu uma versão mais moderna do Tracker, o S-2E, que aqui foi designado P-16E. A Marinha por sua vez, passou a operar os helicópteros Sikorsky SH-3D Sea King, um dos mais modernos do tipo na época. |
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Esse time opera até hoje, tendo a Marinha adquirido a versão mais moderna do SH-3, o SH-3H, à Agusta da Itália, e modernizado as aeronaves remanescentes no mesmo padrão.
O "Minas" operou normalmente até 1976, quando foi submetido a outra reforma, que teve duração de quatro anos. Neste período, o navio foi completamente reparado e revisado em seus sistemas de máquinas e sensores, para poder continuar operando sem restrições por pelo menos mais uma década. A partir de 1980 nosso navio-aeródromo iniciou mais uma fase de operação, na qual suas tripulações tiveram que ser submetidas a uma intensa rotina de reabilitaçáo, para que o navio alcançasse mais uma vez sua prontificação operativa. Nos últimos dez anos o "Minas" foi bastante exigido, principalmente nas operações conjuntas com outros países, como a UNITAS. Ficou patenteado mais uma vez a importância do "Minas" para nossa Esquadra, que é nucleada nele. |
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Nas operações de guerra anti-submarino o "Minas" torna-se o centro nervoso da Força-Tarefa, onde as informações são processadas e de onde partem a maior parte das decisões. Suas aeronaves realizam a busca aos submarinos hostis em quadrantes pré-determinados, utilizando bóias radiossônicas e outros sensores, além de executarem o esclarecimento marítimo a longa distância, indicando alvos de superfície para os contratorpedeiros e fragatas que fazem a escolta. Em operações anfíbias o "Minas" é simplesmente indispensável, transportando helicópteros (atualmente os UH-14 Super Puma e os UH-12/13 Esquilo) que fazem o desembarque avançado das tropas dos Fuzileiros Navais em terreno inimigo.
O "Minas" poderia realizar muito mais se fosse dotado de aeronaves de caça e ataque. A Marinha sempre se ressentiu de que o apoio aéreo com base em terra fornecido pela FAB é insuficiente, pois as aeronaves de caça e ataque da nossa força aérea não possuem autonomia para dar cobertura aos navios da Marinha em operações oceânicas. |
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Após o conflito das Falklands/Malvinas houve um ferviIhamento sobre esta questão, tendo a Marinha e a FAB cogitado a aquisição de um certo número de aviões de ataque A-4 Skyhawk para equipar o navio. Os planos, entretanto, não foram adiante, em parte porque a compra de tais aviões não era tão prioritária para a FAB (que estava engajada em outros programas de reequipamento, como o do AMX), como era para a Marinha.
NOVA VIDA E NOVOS AVIÕES NAeL Minas Gerais chegou aos anos noventa, superando as expectativas dos mais otimistas quanto à sua vida útil. O estado de conservação do casco e das máquinas é de causar inveja aos mais altos padrões de manutenção. Em 1991 ele entrou novamente num PMG (Período de Manutenção Geral), onde sofreu as modificações radicais, visando ampliar sua vida útil por pelo menos mais uma década. |
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As obras realizadas no navio foram centralizadas no AMRJ, envolvendo também inúmeras empresas privadas.
A modernização mais importante ocorreu na área eletrônica, onde o navio foi equipado com um sistema da dados táticos denominado SICONTA, de projeto nacional. Esse sistema permite a coleta de dados de todos os sensores do navio, apresentando-os de forma sintética aos operadores, que podem rastrear até 96 alvos simultâneos. Outras modificações importantes foram o recondicionamento da catapulta e a substituição dos canhões antiaéreos de 40mm por dois lançadores duplos de mísseis SIMBAD/Mistral. Em meados de 1997 a Marinha do Brasil decidiu adquirir aeronaves de asa fixa para o "Minas". Autorizada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, a Marinha fechou negócio com o Kuwait para a transferência de caças A-4 Skyhawk. Esses aviões, adquiridos da Força Aérea do Kuwait, são 23 células, sendo que deste total, 2 biplaces (TA-4KU) e 16 monoplaces (A-4KU) serão operacionais e o restante serão canibalizados para peças de reposição. As aeronaves são remanescentes de um total de 30 A-4M e 6 TA-4M adquiridos entre 1977 e 1978. Estes estavam reduzidos a 19 aeronaves operacionais quando o Iraque invadiu o Kuwait em 1990, equipando os esquadrões número 9 e 25. Todas as aeronaves conseguiram fugir para o país vizinho Bahrein em 2 de agosto de 1990 e, de lá, voaram para Dharam, na Arábia Saudita, onde se juntaram aos 16 AMD Mirage F1C/BK da Forca Aérea do Kuwait que conseguiram fugir da invasão iraquiana. |
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Estes aviões receberam então a frase FREE KUWAIT (Kuwait Livre) em suas fuselagens e lutaram ao lado dos demais aviões da Coalisão anti-Iraque. Os A-4 realizaram 621 sortidas durante a Guerra do Golfo, sendo que um deles, o A-4KU s/n 820 foi perdido em ação.
Após a liberação do Kuwait, os 18 A-4 sobreviventes retornaram ao seu país entre 6 e 7 de julho de 1991, sendo desativados e armazenados em Ali al Salem, como condição para a entrega dos 32 F/A-18C e 8 F/A-18D Hornet encomendados antes do conflito pelo Kuwait. Os aviões comprados pela Marinha do Brasil tiveram os seguintes números de série na Força Aérea do Kuwait: A-4KU: 801, 802, 807, 809, 811-814, 816-819, 822, 824, 825, 827, 829 TA-4KU: 884 e 886 Todos os aviões são baseados na versão A-4M mas, não são equipados com o sistema ARBS (um tipo de telemetro laser) usado pelos A-4M da US Navy/US Marine Corps (Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos). No lugar deste equipamento, os A-4KU parecem levar algum tipo de radar de alcance, provavelmente o APG-53A que equipa alguns dos A-4M e outras versões do Skyhawk. |
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Todos os A-4 Kuwaitianos possuem capacidade de reabastecimento em vôo e têm uma completa suíte de aviônicos, incluindo sistemas de comunicaçãao UHF/VHF, ADF, Tacan, RWR, INS e HUD. Na parte de armamento, são equipados com dois canhões Colt Mk12 de 20mm com 200 projéteis cada e podem transportar até 4.500 kg de cargas externas, em 5 “pontos duros”.
Os Skyhawk podem receber na linha central da fuselagem um pod de reabastecimento em vôo do tipo buddy-buddy Douglas D-704, que além de contar com funil e mangueira para reabastecimento segundo a técnica probe and drogue, pode transportar até 1.135 litros de combustivel. Os modelos biplace usados pelo Kuwait possuem uma carenagem no alto da deriva vertical que deve abrigar algum tipo de equipamento de ECM ou interferência eletrônica. Os modelos monoplace do Kuwait não possuem a mesma carenagem, o que parece indicar que os biplace, além da missão de treinamento e conversão operacional, deviam ter como missão secundária a supressão de defesas ou o apoio eletrônico fundamental neste tipo de missão. O ideal seria que a Marinha pudesse equipar pelo menos alguns (8 a 10 unidades) dos A-4M com um radar multimode, como o APG-66 (o mesmo que equipa os “novos” Skyhawks argentinos), para que estes tivessem uma melhor capacidade ar-ar para defesa da esquadra. |
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Os demais permaneceriam otimizados para missões de ataque. Os Skyhawks são excelentes aviões e ainda equipam várias unidades da reserva e da ativa nas forcas navais americanas e outras forças aéreas e navais do mundo. Serão, sem dúvida alguma, uma importante adição ao poder naval brasileiro. Equipados com mísseis ar-ar Sidewinder de versões modernas, como o AIM-9P4 ou equivalentes, darão à nossa Esquadra uma capacidade de proteção antiaérea e de projeção de poder naval nunca antes possuida por nossa Marinha. Com os aviões de ataque A-4 Skyhawk, finalmente o NAeL Minas Gerais poderá ser realmente considerado um Navio-Aeródromo digno do nome.
NAeL Minas Gerais – A11 Características Técnicas Deslocamento 15.890t standard; 17.500t normal; 19.890t totalmente carregado Dimensões 211,8m de comprimento, 24,4m de boca e 7,5m de calado Convés de vôo 210,3m de comprimento e 36,4m de largura Catapulta 1 MacTaggart Scott a vapor |
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Propulsão
4 caldeiras Admiralty; 400psi, 371ºC; 2 turbinas Parsons; 40.000hp, 2 eixos Velocidade/alcance 24 nós/12.000 milhas a 14 nós; 6.200 milhas a 23 nós Tripulação 1.300 homens (300 de aviação) Defesa antiaérea de ponto 3 lançadores duplos Matra SIMBAD para mísseis Mistral; Guiagem IR até 4km; cabeça de guerra de 3kg Contramedidas Lançadores de Chaff Plessey Shield; ESM Racal Cutlass B-1 Sistema de dados táticos SICONTA; Link YB compatível com o CAAIS das fragatas classe "Niterói". SATCOM Radares Busca Aérea: Lockheed SPS-40B; banda E/F; alcance de 320km Busca combinada: Plessey AWS-4; banda E/F Navegação: Signaal ZW-06 CCA: Scanter Mil-Par, banda I Grupo aéreo Aviões: 10 a 12 caças-bombardeiro A-4 Skyhawk Helicópteros: 4 a 6 SH-3A/B (ASH-3D/H) Sea King anti-submarino 2 UH-13 Esquilo de emprego geral e/ou 3 UH-14 Super Puma Link |