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Passados mais de 20 anos desde a entrega do primeiro F-16 Fighting Falcon à USAF, no início pela General Dynamics, hoje pela Lockheed Martin, e mais de 4.000 aeronaves produzidas em diversos países, o F-16 vem sendo submetido a um processo evolutivo que melhorou suas características de vôo significativamente e que incorporou sistemas que o tornam capaz de executar uma variada gama de missões.
As versões foram se sucedendo à medida que melhorias estruturais, sistemas e unidade de propulsão foram sendo feitas: F-16A, B, C, D e N.
No entanto
estas sucessivas gerações são melhor representadas pelos block numbers,
que indicam as distintas modernizações e modificações realizadas na linha
de produção no que diz respeito ao equipamento e outros itens.
O F-16 Block 50/52 é considerado o top de linha em operação pela USAF
e outras forças aéreas: Grécia, Turquia, Coréia do Sul e Cingapura, que
devem receber os Block 50/52 a partir deste ano.
A célula do F-16C 50/52 incorpora reforços que o permitem manobrar em
segurança utilizando fatores de carga de até 9g com peso máximo de 13.068
kg.
Originalmente a célula tinha uma vida útil estimada de 8.000 horas de
vôo. Entretanto, devido ao fato de a aeronave poder atingir e manter altos
valores de carga g, os pilotos de F-16 espalhados pelo mundo o pilotam
de maneira agressiva (mais do que o previsto), explorando essa característica
estrutural, que faz a previsão inicial de vida útil ser reduzida significativamente.
Os reforços permitem que a aeronave seja operada no seu limite estrutural
respeitando o limite inicial de 8.000 horas de vôo. O peso máximo de decolagem
inicial de 15.000 kg foi elevado para os atuais 19.227 kg. O peso máximo
de decolagem também se elevou devido ao reforço aplicado ao trem de pouso.O propulsor é o coração de um avião de caça. No caso do F-16 o motor é
um dos principais responsáveis pelo fenomenal desempenho em todas as regiões
do envelope de vôo da aeronave.
Equipado inicialmente com o turbofan Pratt
& Whitney F100-PW-200 que desenvolvia 25.000 libras de empuxo. A partir
dos Block 30/32 modificações estruturais na célula permitem que se instale
além do F100-PW-220 o General Electric F110-GE-100. Ambos oferecem 27.000
libras de empuxo. No Block 50/52 foram adotados os General Electric F110-GE-129
e Pratt & Whitney F100-PW-229, ambos gerando uma potência de 29.000 lb
de empuxo.
Oferecendo
um TBO (Time Between Overhaul - Intervalo entre Revisões Gerais) na
casa de 1.800 horas, esses propulsores permitem que o Falcon mantenha
sua excepcional manobrabilidade, mesmo com o significativo aumento do
peso máximo de decolagem desde de a sua versão inicial.
Nas primeiras versões do F-16 três computadores realizavam ou controlavam
diversas tarefas da aeronave. Estes foram substituídos por um computador
modular de missão que, em termos de espaço, ocupa apenas o local destinado
anteriormente a um dos computadores originalmente instalados, graças
ao emprego na sua sua construção da tecnologia VHSIC - Very High-Speed
Integrated Circuit, Circuito Integrado de Alta Velocidade.
No
cockpit adotou-se o conceito do color cockpit, displays coloridos multifunção
que fornecem de maneira clara informações vitais sobre a missão, sistemas
de defesas e plataforma de tiro, condições do motor, radar e navegação,
entre outros.
Na área de comunicações e navegação, o Block 50/52 dispõe de um sistema
de navegação inercial com ring laser gyro de última geração, GPS e DTS (Digital
Terrain System - Sistema Digital de Terreno, um sistema autônomo de navegação
de precisão que integra outros recursos como alerta de proximidade de terreno,
alerta e indicação de obstáculos e indicador de acompanhamento de terreno).
Diversos
tipos de rádio podem equipar o F-16: UHF/VHF (AM/FM)/FH, sistemas de rádio
navegação TACAN/VOR/ILS, IFF (identificação amigo/inimigo) e sistemas
de data link. Conta ainda com um Improved Data Modem compatível com diversos
tipos de rádio utilizados atualmente. Este conta com recursos de criptografia
e anti-interferência.
Por fim o armamento. O Block 50/52 emprega um avançado radar Northrop
Grumman AN-APG-68(V)5 capaz de operar em 25 diferentes modos ar-ar e ar-superfície,
capaz de detectar alvos a frente a distância de aproximandamente 296 km
e acompanhar até 10 alvos simultaneamente.
Este
radar permite o uso de mísseis BVR (Beyond Visual Range - Além do Alcance
Visual) como os AIM-7-Sparrow e AIM-120 AMRAAM. Para o combate ar-ar o 50/52
pode lançar desde os mísseis de curto alcance Ford/Raytheon AIM-9L/M Sidewinder
até os AIM-120A AMRAAM e Raytheon AIM-7M/P de médio alcance. Na arena ar-superfície
ele pode carregar bombas convencionais Mk 80, lançadores de foguetes tipo
LAU, bombas inteligentes GBU-12B e GBU-15, mísseis ar-superfície AGM-65D
Maverick e para as missões de interdição naval os mísseis Boeing/McDonnell
Douglas AGM-84A Harpoon, AGM-65G Maverick e AGM-119B Penguin Mk 2 Mod 7.
Para completar, ele pode ser armado com mísseis anti-radiação Texas Instruments
AGM-88 HARM, utilizados contra instalações de radar e também está preparado
para lançar diversas armas inteligentes em desenvolvimento para a USAF como,
por exemplo, bombas GBU-31/32 JDAM que equiparão os futuros F-22. Como último
recurso o piloto tem a sua disposição um canhão de 20 mm de seis canos General
Electric M61A1 com um tambor para 511 cartuchos.
Fabricante
e origem: Lockheed Martin/General Dynamics (EUA)
Dimensões:
envergadura - 10,0 m;
comprimento - 15,03 m;
altura - 5,09 m
Peso:
(vazio) 8.273 kg;
(peso máximo de decolagem) 19.227 kg;
(carga máxima a 9g) 13.068 kg
Propulsores: 1 (um) turbofan com pós-combustão Pratt & Whitney F100-PW-220/229
(27.000 lb e 29.000 lb de empuxo, respectivamente) ou General Electric F110-GE-100/129
(27.000 lb e 29.000 lb de empuxo, respectivamente) |
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