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Apesar de suas qualidades inegáveis,
o 748 só operou no Brasil através de uma companhia aérea,
a Varig. |
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Inicialmente, a companhia fez um acordo com a Hawker Siddeley para operar em caráter de teste o segundo protótipo, a fim de testar suas qualidades operacionais. |
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A
Varig solicitou ao DAC a autorização para a sua utilização
no período de 18 de dezembro de 1965 a 31 de janeiro de 1966, em
rotas típicas como Belo Horizonte/Salvador; Recife/São Luís;
Goiânia/Belém e São Paulo/Foz do Iguaçu. Antes mesmo, em 17 de dezembro de 1965, o DAC já havia emitido o certificado de aeronavegabilidade para o aparelho, que teria como matricula PP-VJQ, fazendo a viagem inaugural em 23 de dezembro do mesmo ano na rota São Paulo/Foz do Iguaçu. |
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Terminado
o prazo, a Varig gostou da aeronave, e embora o PP-VJQ tenha sido devolvido
à Hawker, a Varig encomendou 10 aviões da Série 2,
ao custo unitário de 420.000 libras esterlinas. O primeiro a ser entregue foi o PP-VDN, em 14 de novembro de 1967 em cerimônia realizada no aeroporto de Congonhas, e o último, o PP-VDX, em 15 de dezembro de 1968. |
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E
mesmo depois da aquisição da Avro pela Hawker-Siddeley, quando
os aviões passaram a ser chamar oficialmente HS 748, a Varig (e o
público) continuaram a chamar a aeronave mesmo de Avro. |
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No
primeiro ano de operação total dos Avro 748 (1968) o tipo
acumulou um total de 13.997 horas voadas em rotas para localidades remotas
no interior do país, onde o DC-3 ia sendo substituído paulatinamente.
As principais rotas eram Rio/São Paulo/Joinville/Itajaí, Rio/Belo
Horizonte/Araxá/ Uberaba/ Uberlândia dentre outras.
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Tal
era a eficiência dos 748 que em 1972, as aeronaves já serviam
mais de 50 cidades, conectando as principais cidades do interior dos estados
às capitais como São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Rio de
Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. Uma comparação feita
pelo DAC, mostrava a excelente utilização do Avro: num mesmo
ano, os Avro marcaram 21.076 horas de vôo, frente ao seu principal
concorrente, o NAMC YS-11, que mesmo operado pela Cruzeiro do Sul e pela
VASP, só havia voado 19.400 horas.
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Curta
carreira Durante sua carreira na Varig, que se estendeu por nove anos, os níveis de segurança deixaram a desejar. Três aeronaves foram perdidas em acidentes, ou seja, 30% da frota. Foram eles o PP-VDQ, acidentado em Uberlândia - MG, sem vítimas fatais, em 14 de dezembro de 1969. Depois o PP-VDU, acidentado em Porto Alegre - RS, igualmente sem vítimas fatais, em 9 de maio de 1972, durante vôo de treinamento. E o último, PP-VDN, acidentado em Pedro Afonso - GO, em 17 de junho de 1975, foi mais triste, pois matopu o co-piloto Nilo Sérgio Lemos. |
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PANEL |
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E
foi neste triste ano de 1975 que se iniciou o processo de retirada das
aeronaves de serviço, quando as sete remanescentes foram remanejadas
para uso exclusivo em rotas regionais no Rio Grande do Sul. Em novembro
de 1975, já não estavam mais em operação,
colocadas a venda. |
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O primeiro a partir foi o PP-VDT, negociado por US$ 850.000 para a Fred Olsen da Noruega. Matriculado LN-FOM, foi modificado como aeronave de calibração de auxílios à navegação aérea daquele país. Os outros seis aviões foram vendidos num lote para a Bouraq Indonesia Airlines, chegando à companhia em janeiro de 1977. |
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Apesar
de sua curta carreira na Varig, o valente BAe 748 tem sua importância
marcada para sempre na aviação brasileira. Cada vez que um
deles pousa ou decola nas cores da FAB, mais de 40 anos depois de seus vôos
iniciais, o provecto Avro / HS / BAe 748 nos faz lembrar disso. Link |
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Hawker-Siddeley(Avro)
HS 748
Comprimento
(m): 20,42 |
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Vel.
cruzeiro: 452km/h |
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DRAWINGS JRLucariny FS2002/2004 Model Texturas Luiz Foernges |