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| - Origem do A-16: Defesa BR; - AUTOR : EDILSON MOURA PINTO PLANO BRASIL PROGRAMA MAR DE TITÃ INDÚSTRIA NAVAL NÍVEL I - MAR PROFUNDO FORÇA OCEÂNICA PARTE II PROJETO POSSEIDON NAVIOS-AERÓDROMOS |
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O PROGRAMA MAR DE TITÃ visa a recuperação e consolidação da indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do PLANO BRASIL. A segunda parte de seu NÍVEL I - MAR PROFUNDO, é denominada PROJETO POSSEIDON, e apresenta a possibilidade de desenvolvimento nacional de Navios-Aeródromos - NAEs, capacitados à guerra futura. |
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As recentes discussões acerca do tão aguardado Programa de Reaparelhamento da Marinha do Brasil - PRM, e a conseqüente reestruturação da Força Naval Brasileira, têm levantado na mídia nacional e internacional questionamentos sobre as verdadeiras necessidades da Força Naval Brasileira, bem como as transformações pelas quais esta irá passar nos próximos 20 anos. Depois do polêmico anúncio da retomada do desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, um tema em especial ocupa um lugar de destaque nas discussões e debates surgidos desde então: a manutenção e possível substituição do Navio-Aeródromo A-12 SÃO PAULO. |
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Os Navios-Aeródromos ou Porta-Aviões são navios de guerra projetados para servirem de bases aéreas móveis para uma força de projeção de poder. Aqui usamos o termo Navio-Aeródromo, ou simplesmente NAe, dado ser mais correto pelo fato de operar diferentes tipos de aeronaves. |
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Além de serem usados como instrumentos de intimidação, esses navios atuam sobretudo garantindo a projeção de poder aéreo a grandes distâncias e sem auxílio de bases terrestres ou instalações fixas. |
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As dimensões continentais, o extenso litoral, a importância do comércio marítimo na economia e a expansão comercial brasileira, apontam para a necessidade de uma Força naval aparelhada, adaptada à guerra futura e capacitada à defender o país, seja em águas litorâneas, seja em qualquer parte do globo, atuando independentemente, impondo e defendendo os interesses do Brasil e de seus aliados. |
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Na visão do autor, a expansão do poder naval brasileiro será uma conseqüência natural da expansão de suas fronteiras econômicas e a adoção de forças compostas por grupos de ataque chefiados por Navios-Aeródromos serão uma realidade a médio e longo prazos, constituindo-se em importantes meios de dissuasão e afirmação do poder naval brasileiro. |
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Os indicadores econômicos positivos sugerem-nos que a concretização desse “sonho”, hoje impossibilitado pelo recente estágio da economia, será alcançado. E em uma outra realidade, onde o ambiente de crescimento favorável e prolongado até meados das duas próximas décadas tornará possível em médio prazo à nossa Marinha poder concretizar a incorporação e operação gradual de uma força composta por três ou quatro NAes e suas escoltas, mais especificamente a partir de 2015, coincidentemente, o período em que o São Paulo estará sendo desincorporado. |
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PROJETO POSSEIDON Este programa denominamos PROJETO POSSEIDON, o qual considera o desenvolvimento nacional de um Navio-Aeródromo próprio para emprego no Século XXI. Embora baseado no projeto do futuro NAe russo, o programa brasileiro poderia se diferenciar pela introdução de tecnologias e sistemas ocidentais. Poderiam ser introduzidos aí inovações e adequações às nossas necessidades, o que tornaria a nossa variante uma nave ligeiramente diferente da russa e ao máximo nacionalizada. A variante brasileira poderia trazer consigo o desenvolvimento de sistemas destinados à máxima automação e à conseqüente redução das tripulações necessárias à operação do navio. Isso traria consigo a redução nos problemas de manutenção de um efetivo e conseqüente diminuição dos problemas orçamentários a longo prazo. Para os dias atuais, novas tecnologias permitem a redução em cerca de 30 % no efetivo desse tipo de navio. Tais percentagens são ainda modestas e é provável que em dez anos esse número possa bater a casa dos 50 %, reduzindo principalmente o pessoal de apoio necessário para manter os esquadrões em prontidão e operação. A redução desse efetivo traz consigo inúmeras vantagens, sendo o ganho do aumento da proporção m3/tripulante um dos mais significativos pois, além do conforto as tripulações, permite espaço extra para transporte de cargas e suprimentos. |
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Baseado nisso, pode-se considerar o PROJETO POSSEIDON um navio projetado para ser operado por 600 tripulantes e mais 450 do grupamento aéreo, ou seja, um efetivo necessário bastante inferior ao do A-12 São Paulo, ainda que, considerando-se um grupo aéreo embarcado duas vezes superior ao deste. Este navio, no entanto, poderia estender o número de tripulantes para perto de 3.000 sendo que os 1.950 extras seriam oriundos das Forças de Infantaria da Marinha, quando em operações. |
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SOBRE O NAVIO É difícil estimar sua aparência física, porém é muito provável que o novo conceito em desenvolvimento pela marinha russa mantenha as dimensões e características do já venerável KUZNETSOV. Acreditamos que o navio em questão teria 300 m de comprimento, 76 m de largura, 12 m de calado, e ainda manteria uma das mais marcantes características dos navios russos da categoria, a “baixa” silhueta. Isso traz consigo ganhos significativos aos projetos, pois diminuem a assinatura ao radar e infravermelho, e aumentam a sua segurança contra ataques de mísseis, por diminuir a superfície exposta do navio. |
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Acreditamos que as dimensões ideais para um NAe brasileiro sejam a de um navio com deslocamento na ordem das 60.000 toneladas.
Os NAE da atualidade podem, em média, deslocar-se a velocidades máximas próximas de 60 km/h, porém não seria ficção o desenvolvimento de um navio capaz de atingir velocidades próximas de 70 km/h. Outro fator importante a ser levado em consideração é o da disponibilidade operacional do navio, o qual deveria ser concebido para operar com um máximo intervalo entre as paradas de rotina para manutenções. |
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Esse fator poderia ser estendido ainda mais dependendo do tipo de propulsão do navio, dado que consideramos viável, embora sacrificada, a hipótese deles poderem ser movidos à energia nuclear, tecnologia que já possuímos. Apesar dos altos custos financeiros, tais propulsores podem facilmente ser aperfeiçoados e introduzidos num navio dessa dimensão, trazendo consigo inúmeros ganhos do ponto de vista técnico e operacional. SISTEMAS DE PROPULSÃO A propulsão nuclear, embora apresente problemas do ponto de vista econômicos, traz no entanto inúmeras vantagens em relação aos sistemas de propulsão convencionais. Acreditamos que se os recursos disponíveis para o desenvolvimento, aquisição e manutenção de uma frota desses navios forem suficientes, nossa Marinha deve sim adotar este sistema em detrimento de outras tecnologias. |
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ESTRUTURA Para a construção dos grandes navios modernos, mega-estaleiros como o Hyundai, entre outras empresas especializadas, incorporam cada vez mais inovações tecnológicas. Os grandes estaleiros produzem navios em série, construindo-se praticamente uma frota ao mesmo tempo, graças ao conceito de construção modular, a qual permite que toda a estrutura do navio seja feita quase que simultaneamente. A adoção de novos materiais é um conceito que não pode ser desconsiderado, e o PROJETO POSSEIDON deveria incorporar novas tecnologias voltadas à introdução de novos materiais e estruturas capazes de prover maiores índices de proteção ao ataque de mísseis e torpedos, garantindo a sobrevivência dos sistemas vitais da nave, e permitindo assim, de quebra, a redução do peso das estruturas e do navio. |
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No esquema hipotético apresentado, o autor sugere a adoção de uma configuração diferente para o futuro NAe da Marinha do Brasil. Tal navio seria composto por 2 pistas laterais de decolagem e 2 pistas centrais. As laterais permitiriam o lançamento de aeronaves através da impulsão por catapultas, sendo uma em cada pista. No entanto, o lançamento das aeronaves pelas pistas centrais seria feito através de uma rampa de decolagem do tipo SKY-JUMP. Essa configuração daria ao NAe maior índice de operacionalidade, pois problemas técnicos ocorridos nas catapultas não impediriam as operações de lançamento de aeronaves. O desenvolvimento de catapultas eletromagnéticas deveria ser considerado, de forma a obter e estender o uso dessa tecnologia ao desenvolvimento de canhões navais e terrestres baseados, cujos ganhos operacionais são enormes, por possuírem baixas emissões de Infravermelho, ruídos, e maiores índices de lançamentos de aeronaves por minuto. |
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O NAe brasileiro seria concebido para operar 60 aeronaves, sendo que estas teriam acesso ao convés principal do navio pelo intermédio de 3 grandes elevadores capazes de transportar 35 toneladas de carga cada um, o que os capacitaria a transportar quaisquer aeronaves presentes no fictício inventário das forças propostas no PLANO BRASIL. A ponte de comando da nave ficaria situada na ilha posicionada na lateral direita da nave. Esta seria responsável pela navegação do navio, ficando a torre de controle aéreo posicionada na parte traseira da superestrutura Quando em combate, o NAe serviria de centro nervoso de coordenação de operações da Força Naval, operando independentemente como Nau-Capitânea dos grupos de ataque desta. Texto completo em: Link DRAWINGS Link |